Criança interior é, hoje em dia, um
termo muito usado no campo da psicologia e do desenvolvimento pessoal em geral.
Ainda assim, atrever-me-ia a dizer que a sua definição não é clara para todos.
A
criança interior poderia ser descrita
como as memórias emocionais de como nos
sentíamos em criança.
Todos
os aspectos dessas memórias.
A
brincadeira, a necessidade de colo, a curiosidade, a sensação de sermos heróis
ou heroínas do jogo em que brincávamos, a insegurança, a sensação de não ser
capaz, o queremos ser especiais para as pessoas que mais amávamos.
Conforme crescemos, a forma como nos
expressamos, como percepcionamos a vida, como agimos, tornam-se mais elaboradas
e mais subtis. Mas a criança permanece.
Muitas
vezes, quando as memórias de infância são dolorosas, fechamos a criança num
armário, a infância terminou e somos adultos sérios e racionais. Mas a criança permanece.
E
permanece na sua forma de dor, de sabotagem, de crítica, de falta de
criatividade.
Permanece quando não nos sentimos
capazes, quando as sensações corporais nos dizem que não
somos suficientemente bons.
Surge
a todo o momento, sob aquelas emoções
que não conseguimos controlar.
E, ao permanecer
sombria, ironicamente, não nos permite crescer.
É
ao validar a criança que habita em nós,
tal como a sua dor, a sua percepção da vida, e também, a sua alegria,
espontaneidade, capacidade criativa e alegria de viver, que nos tornamos unos
conosco mesmos, que nos reconhecemos
como um todo.
Jung
chamava-lhe processo de individuação.
A
criança interior é o herói ou a heroína da nossa história.
Ouvi-la é descobrir onde está, na
caminhada transformadora que é a sua vida.
Por Élia
Gonçalves
*********

Florais > Cuidar da Criança Interior é
resgatar as virtudes da Criança Divina que existe em cada um de nós - Nossa
Essência... Que se encontra nublada por véus de memórias ancestrais, cheias de
equívocos a partir das percepções do ego que vai se formando e apenas se recordando,
de suas repetições...
Lena Rodriguez
www.cuidebemdevoce.com