"Toda criança nasce com algo que chamo de potencial criativo
inesgotável que lhe permite rir, brincar, ser feliz e amar. A parte 'não-
condicionada' de seu comportamento a leva a rir, a se divertir, a brincar, a
espalhar alegria e a dar e receber amor. Já o medo, a raiva, o ódio, a
depressão e a ansiedade, por exemplo, não são naturais para ela. São
sentimentos adquiridos mais tarde quando seu lado adulto passa a imperar.
Mas esse potencial criativo inesgotável
nunca morre. Permanece conosco durante a adolescência, na fase adulta e até
mesmo na velhice. Estará vivo enquanto também estivermos. O único perigo, no
entanto, está no fato de que nossa criança interior pode ser facilmente deixada
de lado e esquecida quando nos permitirmos dominar pelo cansaço, pelo tédio e
pelas condições não naturais da idade adulta. Para que isso não aconteça temos
de permanecer despertos e vivos, intensamente vivos.
A presença de um recém-nascido causa
nos adultos uma série de sentimentos: alegria, felicidade, amor e uma profunda
sensação de paz com o mundo. É o tipo de paz que está muito distante dos
'jogos' dos adultos, que envolvem estresse, conflitos, divórcios, crises de
meia-idade e estafa. Viver somente nesse mundo, sem 'ver ou ouvir' nossa criança
interior, nos impede de vivenciar a maturidade e a satisfação plenas.
Ver a vida com os olhos de uma criança
pode nos trazer muita paz e harmonia. Em seu artigo 'As crianças são as
professoras da paz', o dr. Gerald Jampolsky nos incentiva a buscar nossa
criança interior. Ele diz: 'Se conseguirmos ver a vida como as
crianças a vêem, com clareza e simplicidade, confiança e a capacidade inata de
rir e de sentir alegria, poderemos encontrar facilmente soluções práticas para
todos os nossos problemas'.
O riso estabelece elos internos e
externos entre nós. Por meio do riso, da brincadeira e do divertimento, a
criança expressa suas necessidades mais profundas, que são vincular-se e viver
em harmonia com todas as formas de vida".
Robert Holden
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Lena Rodriguez
“Cuidando de equívocos da mente,
fazendo-a recordar amorosamente de sua virtude essencial"
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