Não existe dieta ortomolecular para a obesidade
Isto não invalida a real
possibilidade de um médico, com conhecimento e experiência bioquímica e
psico-social, de ajudar uma pessoa que esteja acima do seu peso ideal com
condutas "diferentes".
A obesidade é uma doença sistêmica (atinge a pessoa como um todo) e pode vir a
causar ou agravar diversas condições clínicas.
A OBESIDADE é também uma doença crônica. Isto é, ninguém fica obeso de um dia
para o outro. Nos tornamos obesos ao longo do tempo, ou seja, a obesidade é
construída passo-a-passo. É, direta ou indiretamente, responsável pelo aumento
da mortalidade em todas as espécies, não só nos humanos. Particularmente, nunca
vi uma pessoa de 90 anos obesa! Parece que todas morrem antes disto. Os
longevos não são obesos.
Pode-se conceituar a obesidade como:
1 - Um aumento de massa de gordura no
corpo, em forma de triglicérides, devido a um balanço energético positivo
ou, ainda como uma consequência do uso crônico de alimentos sem propósito
nutricional. O corpo fica com um excesso de peso que foge aos padrões médicos
para altura, idade e sexo . O aumento da entrada, a diminuição do gasto ou a
associação de ambos os fatores contribuem para o balanço energético positivo.
2 - Uma condição clínica
multi-determinada. Um indivíduo com um predisposição genética, que se
desenvolve num ambiente em que o culto principal é o comer.
3 – Distúrbios do eixo neuro–hormonal
que evoluem com aumento do tecido adiposo (gorduroso).
4 - Resposta psico-emocional na
relação mãe, filho e alimento.
O médico com conhecimento e experiência ortomolecular não pode se deixar CAIR
NESTAS EXTRAPOLAÇÕES EQUIVOCADAS de que exista uma dieta exclusivamente
ortomolecular. Não existe tal dieta e sim reeducação alimentar.
É necessário que o clínico esteja receptivo e perceba o tipo de "fala"
do cliente, para que possa entender a obesidade (também) como uma modalidade de
expressão.
O investimento da terapêutica
médica está focalizado essencialmente no transtorno do comportamento alimentar
em que o balanço energético se apresenta como "positivo". Isto,
entretanto, não impede a consideração de fatores aquém e além desta
encruzilhada. A grande meta ainda é uma adequação alimentar às leis do corpo da
pessoa dentro do seu contexto e aí, neste ponto, a sensibilidade médica
torna-se essencial para o sucesso de um programa de emagrecimento com saúde.
Ninguém emagrece efetivamente sem reorganizar a vida e preparar-se para este
evento. Portanto, emagrecer e ficar magro é uma condição que exige competência
para lidar com a força imposta pela nova imagem corporal adquirida através do
tratamento.
EMAGRECER É UMA META PESSOAL
É uma via de mão única. E se assim não for considerada, a pessoa vai e vem,
isto é, engorda e emagrece, emagrece e engorda, o quê, frequentemente, faz com
que a pessoa se sinta em profundo conflito, culpada, desapontada consigo mesma,
impotente, para mencionar apenas algumas das consequências psicoemocionais que
se instalam e que, não raro, agravam ainda mais o problema da obesidade.
COMO ESTA PÁGINA TEM O OBJETIVO DE
ESCLARECER, observe o seguinte:
A Fluoxetina é um antidepressivo, não faz perder peso. Se assim não fosse,
todos os deprimidos que usam esta droga seriam magros.
Só se deve prescrever um inibidor do apetite quando isto for extremamente
necessário e com o consentimento do paciente; por um curto espaço de tempo,
apenas o suficiente para que a pessoa perceba o que significa alimentar-se
menos, portanto como um auxiliar, apenas uma parte de UMA ATITUDE MAIOR DE REEDUCAÇÃO ALIMENTAR.
Épocas do aparecimento da obesidade:
- 34% da obesidade tem início na infância
- Na puberdade – 9%
- Na gravidez – 11%
- No casamento – 8%
- No cessar esportes – 7%
- Em outras ( menopausa, cessar tabagismo, etc).
Causas da obesidade:
1 - Genética – hoje já existe unanimidade
que o fator genético seja responsável por cerca de 33% das grandes obesidades
femininas e 17% das masculinas.
2 – Ambiental – devido à grande
ingestão calórica devido à hábitos familiares, raciais.
3 – Psicológica – a ansiedade pode
canalizar para a grande ingestão de alimentos, substituição das necessidades
básicas pela fome alimentar, carências, ou por “ proteção ”.
4 – Inatividade física prolongada –
devido à imobilidade forçada ou temporária.
5 – Neurológica – destruição do
centro da saciedade localizada no hipotálamo, por hemorragia, traumatismos,
tumores ou então quando há estímulo do centro da fome, localizado também no
hipotálamo.
6 – Eixo neuro-endócrino – raras
situações pode-se citar o insulinoma.
7 – Suicídio programado - Acredite,
isto existe! E está respaldado pela ciência chamada Tanatologia (estudo da
morte).
Comer em excesso pode ser uma forma de suicidar-se aos poucos, um desleixar, um abandonar-se, um desistir.
Daí
a importância da sensibilidade do profissional de saúde e sua capacidade de
ouvir e compreender o paciente. É preciso investigar os fatores causais que
permeiam aquele comportamento auto-destrutivo. É possível que (aos próprios
olhos) não reste nenhuma outra fonte de prazer ao alcance daquela pessoa. É
possível que tenha tido grandes desilusões, decepções, sofrido perdas que não
conseguiu superar ... e tenha desistido, ... da vida! Preste atenção!
Entretanto, o ser humano precisa e busca o prazer, precisa de um mínimo de
"felicidade", ... precisa de alívio!
Comer pode se tornar a única forma de prazer. Bem ali, ao alcance das mãos,
está a geladeira, guardando segredos, solidária e cúmplice em todos os momentos
de angústia e de euforia.
Esta é frequentemente uma estória com final infeliz, pois o excesso de peso,
além de aumentar consideravelmente a vulnerabilidade às doenças, ainda terá o
agravante de dificultar muito os eventuais procedimentos médicos. Ao socorrer
um paciente obeso os os profissionais de saúde e a própria família encontrarão
várias dificuldades adicionais:
- será mais difícil fazer uma entubação;
- será mais difícil carregar a maca;
- será mais difícil anestesiar;
- as suturas (pontos) serão mais difíceis de serem dados.
- se você tiver uma morte súbita. (as medidas fogem dos padrões...).
E, ... ATENÇÃO : se você é
hipertenso, tem distúrbio de coronárias ou alteração na glicemia tente
permanecer com o peso ideal pois os riscos cirúrgicos em caso de emergência são
extremamente maiores.
Os números são claros: a mortalidade pós-operatória dos obesos é de 3,3 a 6,6
vezes mais elevada do que nas pessoas de peso normal, em casos de intervenções
cirúrgicas de urgência ou não-urgência, respectivamente. A título de comparação
estes números são de 10,8 e 12,7 para os diabéticos. Note-se ainda que é muito
frequente que a obesidade e a diabete estejam presentes simultaneamente no
mesmo paciente, o quê obviamente torna a situação muito mais complicada.
A obesidade, como todos os assuntos que dizem respeito à saúde de uma pessoa, é
séria. Como médico e nutrólogo tenho por princípio não aceitar a idéia de
tratar a obesidade baseado, por exemplo, em um grupo sanguíneo em particular.
Vejamos:
Você é do grupo sanguíneo “O”, portanto (por hipótese) não poderia comer
trigo?! Ora, o trigo foi cultivado pelos egípcios no vale do Nilo durante
milênios! Sabe-se que, através da história da civilização egípcia, o trigo é um
alimento milenar, bíblico, simboliza o saciar a fome, um componente presente na
alimentação básica de todos os povos. No entanto, não há registro de nenhuma
epidemia de obesidade nos séculos passados relacionada ao grupo sanguíneo “ O
”.
O mesmo se pode dizer da batata, tomate, milho, entre outros tantos alimentos.
Não sejamos especulativos, nem oportunistas de terapias mirabolantes!
A doença "obesidade" é passível de prevenção e tratamento, por via de
atitudes e adequação de comportamentos e hábitos, mas não existe
"ainda" uma dieta milagrosa!
Dr. Adjar Mendes
Eu ainda enfatizaria a questão psicológica, como a causa primordial por trás da obesidade, a manifestação metabólica/física, sendo apenas, suas consequências...
Lena Rodriguez
Tags: obesidade terapia floral









A MENTE, A CAPACIDADE DE CONHECÊ-LA E MUDA-LA É A ARTE DA TRANFORMAÇÃO!
"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..." Rubem Alves
Acredito em tratamentos não agressivos e que vá na causa real do problema que se apresenta... Juntamente com processos de despertar, especialmente o dar-se conta de que somos 100% responsáveis por tudo a nossa volta, em nosso mundo. Algo precioso que aprendi foi a auto aceitação. Aceitar-se não quer dizer que precisamos carregar em nossa bagagem mais culpas, mas sim que – estamos assim - porém, temos escolhas.
A partir do auto cuidado e vivência tive por ideal de vida ser um elo de auxílio para que outros pudessem sentir o mesmo bem estar físico, mental, emocional e espiritual, resumindo um estar de bem com a vida - paz interior. Paz que conseguimos ao libertar nossa mente de programas e registros subconscientes.
Sou grata à existência, a tudo que pude ter acesso para “descobrir” o EU que realmente sou e a todos que confiaram e confiam em meu trabalho. Gratidão!






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