O bambu...

*O bambu enraíza-se bem fundo antes de crescer fora da terra
O bambu,
quando plantado por semente, tem uma maneira tão peculiar de brotar e crescer
que chamou a atenção dos chineses, e que se tornou uma grande lição de
sabedoria. A semente, depois de colocada no solo,demora muito tempo para
apresentar sinais externos de que vai vingar.No início, a semente se transforma
num bulbo e depois de algum tempo surge um pequeno broto. Este broto permanece
inalterado sob o solo por um longo período.Somente depois que as raízes já
atingiram dezenas de metros, ao longo de cinco anos de incessante trabalho, é
que o broto começa a se projetar para fora da superfície. Aí, em pouco tempo, o
bambu cresce vertiginosamente e atinge a altura de 25 metros! Ao observar o
comportamento do bambu, os chineses aprenderam a importância da paciência e da
determinação. Muitas vezes, queremos que as coisas aconteçam rapidamente e
ficamos impacientes diante da demorados resultados. Se a preocupação for
mostrar resultados imediatos,corre-se o risco de sacrificar as bases, o
alicerce, e, com isso,coloca-se tudo a perder. Reconhecer o que o momento
presente exige e confiar: este é o segredo do bambu chinês. O bambu
simplesmente faz o que tem que ser feito, no momento que tem que ser feito. E
faz tudo com serenidade, segurança e coragem. Não pensa nos resultados nem
sofre por antecipação. O bambu,assim como o sábio, tem confiança plena no
processo, nos movimentos da Natureza e na perfeição do universo.
*O bambu cresce reto e satisfeito com seu espaço
Quem assistiu aos filmes O Tigre e o Dragão,
do diretor Ang Lee, e Clã das Adagas Voadoras, do diretor Zhang Yimou, deve ter
reparado nos bambuzais chineses. Um detalhe que chama atenção é que cada pé do
bambu chinês se desenvolve isoladamente e não em touceiras como se vê no
Brasil. Existe um espaço de cerca de um metro entre um bambu e outro. O bambu
chinês é humilde, precisa de pouco espaço, não é "espaçoso",não toma
espaço de ninguém. O bambu cresce reto, "na dele".Para os taoístas, o
espaço do outro é sagrado porque considera sagrado o seu próprio espaço. O
sábio quer crescer com retidão, sem desvios,sem interferir na vida alheia, sem
fazer intervenções no processo natural da outra pessoa. Tanto o bambu quanto o
sábio não querem ocupar o espaço do outro, não fazem comparações, não competem,
estão satisfeitos com o que têm porque possuem uma qualidade fundamental: o
senso de suficiência. Os chineses têm uma frase sobre o suficiente que é
surpreendentemente simples e óbvia: "Quem se satisfaz com o suficiente,
sempre tem o suficiente". Para o bambu, o espaço que ele conta para
crescer é mais do que suficiente. O sábio também não quer nada além da sua
necessidade. O filósofo italiano Sêneca disse: "Só desejarás a justa
medida das riquezas: primeiro, o necessário; segundo, o suficiente". O
bambu está satisfeito com tudo, por isso não sofre com sua situação. O bambu é
sereno, despojado, cresce reto e satisfeito com seu espaço. É livre e feliz. O
sábio que segue seu exemplo, também.
*O bambu é uma planta simples
O bambu chinês tem muita personalidade: é
firme sem ser rígido,elegante sem ser chamativo, altivo sem ser arrogante. Mas
ele é, acima de tudo, uma planta simples. Quem já viu pinturas de aguadas
chinesas (shie-i) ou japonesas(sumi-ê), percebeu que o bambu é um tema
freqüente. As imagens que representam o bambu se caracterizam pela
simplicidade. Duas ou três pinceladas fazem o caule e um mesmo tanto de
pinceladas retratam as folhas. Estes poucos traços de pincel são cercados por
um grande espaço em branco, na folha de desenho. O resultado é de uma beleza
que impressiona. Sob o aspecto formal, a pintura chinesa retrata o mesmo
despojamento da planta, com economia de traços. O bambu é um modelo de
simplicidade e por isso ele é tão apreciado pelos orientais. S mplicidade é uma
qualidade estética universal. Grandes artistas e pensadores sabem disso. A
intenção deles é produzir obras cada vez mais simples, mais limpas e
despojadas. Para eles, a simplicidade é uma conquista, uma das principais qualidades
de um trabalho, e não uma deficiência. Pintores como Picasso, especialmente na
velhice, Piet Mondrian,Tikashi Fukushima, Juan Miró, Malevitch, Tomie Ohtake,
escritores como Manoel de Barros, Mário Quintana, cineastas como Akira
Kurosawa,dançarinos como o Kazuo Ohno, entre outros, seguiram este caminho.Eles
entendiam, assim como os taoístas, que o essencial é simples.Simples como o
bambu.
*O bambu tem divisões que garantem a resistência
Se o talo do
bambu não tivesse divisões, as fibras seriam compridas,iriam sem interrupções
desde a raiz até o topo. Mas se as fibras do bambu fossem tão compridas e sem
divisões, elas esticariam demais e o caule poderia se dobrar com qualquer
vento. Os nós do bambu têm a função de dividir e de limitar o comprimento das
fibras do caule. Com isso, os antigos chineses perceberam que o que dá
resistência ao bambu são as divisões, os limites. Transpondo essa imagem para
realidade humana, os sábios perceberam que são os limites que garantem a
integridade da vida. As limitações são necessárias para a organização do mundo
e para controlar as circunstâncias do cotidiano. Nada na vida é inesgotável e a
falta de limites, em qualquer área,leva o ser humano à indefinição, à exaustão,
e em alguns casos, até à autodestruição. O homem tem livre-arbítrio, mas não
tem possibilidades ilimitadas. Isso não é próprio à natureza humana. Os limites
auto-impostos com consciência são a base da ética e da formação do
caráter.Quando os chineses falam em limites, eles estão se referindo a limites
corretos, a atitudes moderadas. Num violão, se as cordas estiverem frouxas, não
conseguimos tirar nenhum som; se as cordas forem esticadas demais, elas se
arrebentam. Existe uma tensão correta para que as cordas consigam vibrar e
produzir música. Existe um limite correto para tudo.
*O bambu curva-se no vendaval para não quebrar
Talvez essa seja uma das características mais
conhecidas do bambu. Os antigos chineses aprenderam a importância da
flexibilidade ao observar como essa planta se comporta numa ventania.
Perceberam que uma árvore rígida quebra-se com um vento muito forte. O bambu
não. Ele se curva e depois que o vendaval passa, volta intacto à posição
original. A flexibilidade é a capacidade de se adaptar às circunstâncias da
vida, significa não ter posturas rígidas em termos físicos ou psíquicos. Uma
pessoa de moral rígida demais também pode se "quebrar"como um
carvalho ao vento.Segundo os sábios orientais, a rigidez é sinal de morte. Uma
pessoa rígida não vive, está morta, é como o tronco de uma árvore seca. Flexibilidade
é sinal de vida. Uma planta viva é flexível, uma planta morta é rígida. Um bebê
é flexível e cheio de vida, o idoso é mais duro e sem a mesma vivacidade da
criança. Flexibilidade também envolve o conceito de não-resistência. No sentido
mais profundo, flexibilidade significa capacidade de não resistir às coisas
naturais que nos acontecem. Por exemplo, o bambu não resiste à força do vento.
É a não-resistência que evita danos. No taoísmo, existe a expressão Wu-wei que
se refere à não-resistência. Wu-wei significa deixar-se levar pelo movimento
natural. Tentar evitar alguma coisa natural é se opor aos impulsos da vida.
*A maior qualidade do bambu é o vazio interior
Se o bambu tivesse o talo maciço, ele seria
pesado, rígido,inflexível. Com isso, os taoístas perceberam que é o vazio que
garante as qualidades do bambu. O vazio é um dos conceitos fundamentais do
pensamento oriental.Para a maior parte das pessoas, o vazio tem um sentido
negativo.Significa nulidade, inexistência, zero. Para os orientais é o
oposto. Se o bambu tem suas virtudes por causa do caule oco, então o vazio tem
um sentido positivo. O vazio é a origem de boas qualidades, é algo que se
valoriza e permite a existência das coisas. Basta pensarmos de modo inverso. Se
o elevador estiver lotado, não podemos entrar. Se nossa mente estiver entulhada
de preocupações, não podemos pensar direito.É dessa forma que os sábios antigos
viam o vazio. Não pela ausência,mas sim pelas possibilidades que ele abre,
pelos benefícios que ele traz. É uma visão positiva e não negativa. Um antigo
texto chinês, o Tao Te Ching, diz: "O vaso é feito de argila, mas é o
vazio que o torna útil. Abrem-se portas e janelas nas paredes de uma casa, mas
é o vazio que a torna habitável". O vazio é invisível. Apesar de óbvio,
esse detalhe é fundamental porque mostra que as coisas mais importantes são
invisíveis. Os sábios sabem que existem coisas mais profundas do que as
aparências. Para os mestres orientais, o vazio é universal, onipresente.
Percebiam que o Sol flutuava no céu, no vazio, que a lua flutuava no escuro da
noite, no vazio. Para os mestres orientais, "universo", "o
todo" e"vazio" são conceitos correspondentes. Tudo nasce no (e
do) vazio e tudo volta para o vazio. O mesmo vazio do bambu.
*Texto
retirado do Livro: A Sabedoria da Natureza/Roberto Otsu

"Não devemos exigir a perfeição de nosso corpo, mente e alma. Apenas respeitá-los e ouvi-los, assim eles mostrarão o caminho para o aperfeiçoamento. Ser apenas nós mesmos. E encontrar a verdade, a certeza e a paz no silêncio do nosso coração." (Edward Bach)
Lena Rodriguez
Em: Florais On Line
Tags: vazio terapia floral on line florais de bach bambu









A MENTE, A CAPACIDADE DE CONHECÊ-LA E MUDA-LA É A ARTE DA TRANFORMAÇÃO!
"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..." Rubem Alves
Acredito em tratamentos não agressivos e que vá na causa real do problema que se apresenta... Juntamente com processos de despertar, especialmente o dar-se conta de que somos 100% responsáveis por tudo a nossa volta, em nosso mundo. Algo precioso que aprendi foi a auto aceitação. Aceitar-se não quer dizer que precisamos carregar em nossa bagagem mais culpas, mas sim que – estamos assim - porém, temos escolhas.
A partir do auto cuidado e vivência tive por ideal de vida ser um elo de auxílio para que outros pudessem sentir o mesmo bem estar físico, mental, emocional e espiritual, resumindo um estar de bem com a vida - paz interior. Paz que conseguimos ao libertar nossa mente de programas e registros subconscientes.
Sou grata à existência, a tudo que pude ter acesso para “descobrir” o EU que realmente sou e a todos que confiaram e confiam em meu trabalho. Gratidão!






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